HGG utiliza Musicoterapia para
tratamento de seqüelas de derrame e no mal de Alzheimer
O poder
da música chega até a área de saúde
e se torna peça fundamental na recuperação
de pacientes. Assim é a musicoterapia, que é
desenvolvida na Unidade de Medicina Física e Reabilitação
do Hospital Geral de Guarus (HGG). A especialidade auxilia
no tratamento de vários problemas, como os distúrbios
de linguagem, síndromes genéticas, falta de
atenção, hiperatividade, seqüelas de
Acidente Vascular Cerebral (AVC), atrasos neuropsicomotores
e de fala, além de doenças degenerativas como
mal de Parkinson e mal de Alzheimer.
O HGG é um dos pioneiros neste tipo de atendimento,
sendo o único na região a disponibilizar a
musicoterapia pelo Sistema Único de Saúde
(SUS). Atualmente o hospital conta com duas profissionais
especializadas em musicoterapia, Ana Christina Santos Mussalem
e Andréa Toledo Farnettare, que atendem diariamente
crianças e adultos que são divididos de acordo
com os problemas de saúde que apresentam.
No caso dos pacientes que compõem os grupos de cognição,
desenvolvemos exercícios para estimular a memória
e outros sentidos, usando os elementos da música,
como sons, ritmos, melodias e harmonias. Participando em
equipe, eles se comparam, dão força uns aos
outros e apresentam progresso mais rápido, ressalta
Andréa.
Integrante de um dos grupos de cognição que
participa de sessões de musicoterapia desde 2002,
Amaro Silva, sofreu dois Acidentes Vasculares Cerebrais
e foi submetido a uma cirurgia para implantação
de três pontes de safena. De início os problemas
de saúde deixaram seqüelas, que foram vencidas
com a participação dele em várias sessões
com toda a equipe da Reabilitação. Hoje, Amaro
consegue se locomover e falar com lucidez, aos 72 anos.
Animado, ele não quer se separar do grupo: “Se
depender de mim, não vou ter alta nunca”, brinca
Amaro.
Unidade
de Reabilitação é referência
- A coordenadora da Unidade de Medicina Física e
Reabilitação do HGG, Kelly Cristina Rangel,
ressalta que a unidade é indicada pelo Ministério
da Saúde como referência em todo o território
nacional para pacientes de alta complexidade. “Atendemos
paraplégicos, tetraplégicos, pessoas com traumatismo
craniano, vítimas de AVC e outros pacientes com seqüelas
graves”, explica a médica.
Kelly afirma que o perfil do paciente da Reabilitação
do HGG é de alta complexidade, ou seja, ele necessita
ser atendido por uma equipe interdisciplinar formada por
fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais,
psicólogos e assistentes sociais, em média
três vezes por semana, além de ser dependente
nas chamadas AVDs (Atividades de Vida Diárias).
Com a integração entre a Unidade de Reabilitação
e a Secretaria de Saúde será possível
cuidar dos pacientes graves, e quando estiverem no quadro
considerado moderado, poderemos enviá-los para outros
serviços, como a Santa Casa, Projeto Pilar e Centro
de Saúde. Com isso, liberaremos novas vagas para
outros pacientes graves, conclui Kelly.